São aqueles que apenas sabem mexer em algumas coisas no Photoshop ou Corel D
raw, ou algum tipo de software para de tratamento de imagem. Como seus trabalhos são baratos tiram a vaga de pessoas que estudam exatamente para desempenhar esse serviço.
Profissionais de design gráfico sofrem no mercado de trabalho graças a uma novo tipo de parasita: o micreiro. Não é uma doença nem um microorganismo. São chamadas de micreiro aquelas pessoas que não tem nenhuma formação em comunicação visual e fazem trabalhos gráficos de baixa qualidade por preços pequenos.
“A pessoa pensa ‘Ah, eu conheço de Corel, Photoshop, então sou designer, sou publicitário.’ Aí cria uma agenciazinha e contrata um ou outro. É um grande erro do mercado, é um problema social pra nós designers, pois estão tirando nosso emprego”, comenta o professor do curso Design Gráfico da Univali, Marco Petrelli.
Amanda Onishi (foto), aluna do 1º período de Design Gráfico, critica o trabalho do micreiro. “Só de dar uma volta na Hercílio Luz (em Itajaí) e olhar um pouquinho dos panfletos, já vejo qualquer coisa que me deixa revoltada. As pessoas que não conhecem o trabalho de um designer contratam o filho do vizinho, ou aquele tio que faz uns negócios de computador. Assim fica difícil”.
(Ruca Souza)
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